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18ª Festa de Natal do Hospital São Lucas celebra a vida

21/12/2017

18ª Festa de Natal do Hospital São Lucas celebra a vida

Evento ocorreu no dia 20 de dezembro e presenteou 250 pacientes da ala pediátrica do HSL

 

No dia 20 de dezembro, a 18ª edição da Festa de Natal do Hospital São Lucas da PUCRS coloriu uma das quadras do Parque Esportivo. Brinquedos infláveis, piscinas de bolinhas, carrinhos de pipoca e algodão-doce e até mesmo alguns super-heróis alegraram os protagonistas do evento: os pacientes da ala pediátrica do hospital. Neste ano, além de um show de mágica, ocorreu a entrega de presentes para 250 crianças, que tiveram suas cartinhas adotadas pela comunidade universitária e externa. A chegada do Papai Noel, momento mais esperado, foi uma representação da celebração à vida dos pequenos pacientes.

Logo na entrada, a aluna do curso de Design de Comunicação Giovana Gomes recebia os pacientes e suas famílias. Bolsista de iniciação científica no curso de Letras, ela faz parte de um projeto que incentiva a leitura no HSL. Por ficar na Biblioteca Infanto-Juvenil Solange Medina Ketzer, localizada ao lado da recreação, ficou sabendo que a ação ia acontecer e se ofereceu para ajudar. “Cresci muito nesse tempo dentro do hospital, pois tive contato com pessoas de realidades completamente diferentes da minha. É muito bom ver as crianças fora do ambiente hospitalar, brincando e se divertindo”, conta.

Super-heroínas

Branca de Neve, Homem de Ferro, Batman e Mulher Maravilha. Os pequenos pacientes faziam fila para tirar fotos com os super-heróis presentes na festa. Mas a pedagoga Juliana Pierdoná (ou tia Ju, como é conhecida) era a mais requisitada. As crianças e familiares que chegavam iam até ela para conversar, agradecer e contar as novidades. “A importância da ação é justamente esta. Mostrar que podemos celebrar a vida, comemorar a saúde de cada um. E as melhoras na saúde das crianças que ainda estão internadas são visíveis”, afirma Juliana.

Márcia Kuhn, de 45 anos, ficou sabendo da ação através da tia Ju. Já é o terceiro ano participando da Festa de Natal. A filha de 11 anos, Júlia Isabele Kuhn, foi internada no Hospital São Lucas em 2015. O diagnóstico foi duro: câncer no rim. O tratamento começou em julho e se estendeu até setembro de 2016, mas a participação na Festa continua sendo imprescindível para as duas. “Essa iniciativa é muito importante. Ajuda a alegrar as crianças”, explica Márcia. Para Júlia, o evento tem diversos pontos positivos. “É muito legal. Não sei qual é a minha parte preferida. Gosto de ver o Papai Noel e de rever os meus amigos”, decide, depois de um tempo.

Corrente do bem

Cada elemento da festa – dos brinquedos infláveis aos alimentos – é conseguido através de doações. Além de diversos setores da Universidade, muitas pessoas de fora da comunidade universitária acabam se envolvendo. É o caso de Glaci Lopes da Silva, de 65 anos. Atrás de uma mesa repleta de doces, ela observa as crianças brincando e oferece pedaços de bolo para quem passa. Há quatro anos, teve um enfarte e foi atendida pelo Hospital São Lucas. Desde então, começou a fazer doações para a ala pediátrica em datas comemorativas como Páscoa, dia das crianças e Natal. “Ver a reação das crianças é maravilhoso. É o que eu digo: não estou fazendo bem para ninguém. Elas é que fazem bem para mim”, afirma. Para esta edição da festa, levou bolo, água mineral e pagou o aluguel dos brinquedos infláveis.

Glaci acaba envolvendo diversas pessoas em suas doações. Levou a filha, Marcelle, e um amigo da família, Sandro, para o evento. “Há dois anos e meio, meu filho mais velho faleceu. Contamos a história para o nosso motorista do Uber e viramos muito amigos. Trouxe ele comigo na festa do dia das crianças e, agora, na de Natal”, conta. A corrente do bem também se estendeu na hora de fazer as compras para a festa. A confeitaria que fez os bolos cobrou apenas a taxa do material e a empresa que alugou os brinquedos infláveis se propôs a bancar o tempo extra de utilização dos brinquedos. “Isso tudo é muito gratificante. O ser humano está muito egoísta, devia pensar um pouco mais nos outros. Assim, todos conseguem ser mais felizes”, conclui.

Publicado em Imprensa do HSL