Boa Alimentação é Estratégia contra a Diverticulite

Doença diverticular dos cólons (DCC) atinge mais de 50% dos pacientes acima de 65 anos no ocidente Com o aumento da expectativa de vida, cresce também o número de idosos e a prevalência das doenças que se desenvolvem com mais frequência com o passar da idade. Entre elas está a doença diverticular dos cólons (DCC), um transtorno que atinge mais de 50% dos pacientes acima de 65 anos no ocidente. Ela é responsável por um grande impacto no sistema de saúde, trazendo alto custo e diversas complicações. Os divertículos são hérnias, similares a pequenas bolsas, que se formam na parede do intestino grosso. Estudos recentes mostram que dietas pobres em fibras estão entre as causas desse surgimento, além de alterações da parede intestinal, motilidade colônica e fatores genéticos. “A dieta pobre em fibras e os alimentos refinados afetam o hábito intestinal e a pressão intracólica, além de estimular a atividade muscular do intestino, promovendo então uma hipertrofia das camadas musculares do órgão. Isso pode desencadear um processo inflamatório progressivo, até o estabelecimento da doença diverticular”, explica a gastroenterologista do Hospital São Lucas da PUCRS Marta Brenner Machado. A presença de divertículos sem o surgimento de inflamações e sintomas é conhecida como diverticulose colônica (DC). A doença diverticular é a progressão da diverticulose, acrescentada de sintomas. Ela pode ser não complicada, chamada de doença sintomática não complicada, ou inflamada macroscopicamente, denominada de diverticulite. A doença sintomática não complicada demonstra habitualmente dor abdominal e, em alguns casos, distensão. Requer cuidados ambulatoriais ou domiciliares, com o tratamento à base de mesalazina ou outros medicamentos, como alguns antibióticos, mas não se usam os antiinflamatorios comuns. A diverticulite, que é a complicação mais comum da DC, presente em entre 5 e 10% dos pacientes, geralmente manifesta-se por dor abdominal no lado esquerdo, febre, diarreia, náusea, sangramento e leucocitose, o aumento no número de leucócitos. Em idosos, pode exibir também taquicardia, palidez, distensão abdominal com dor à palpação ou massa palpável. O diagnóstico é feito através da coleta de dados sobre a crise e com exames complementares, como a ecografia abdominal com doppler, a tomografia e/ou a ressonância magnética. A colonoscopia não é indicada na fase aguda, pois traz risco de perfuração. O exame de enema baritado também deve ser evitado pois eleva o risco de peritonite por bário, situação gravíssima. Entre os tratamentos, conforme a gravidade do caso, utiliza-se a antibioticoterapia, a mesalazina e internação hospitalar, nas situações mais graves. A cirurgia é também uma opção, quando devidamente indicada, normalmente a partir da segunda ou terceira crise de diverticulite. O alto consumo de fibras (mais de 25-30g por dia) em uma base alimentar variada, com frutas, verduras, legumes e cereais, é a melhor forma de evitar muitos dos transtornos decorrentes da doença, embora ainda assim estejamos vulneráveis. Assim, é essencial estar atento a sua saúde, reforçando o caminho da prevenção.   COMO SE PREVENIR?

  • A Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão de 25 a 30 gramas de fibras por dia, sendo estas balanceadas entre as fibras solúveis e as insolúveis. Elas podem ser encontradas em alimentos como frutas, verduras, legumes e cereais, além de suplementos.
  • Beba água. Sem líquido, a saúde intestinal fica muito debilitada.
  • Realize exercícios físicos regularmente
  FIQUE ATENTO AOS SINTOMAS
  • Dor abdominal no lado esquerdo
  • Febre
  • Diarreia
  • Náusea
  • Sangramento