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Dia Mundial Sem Tabaco destaca ligação entre tabagismo e doenças cardíacas

30/05/2018
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Dia Mundial Sem Tabaco destaca ligação entre tabagismo e doenças cardíacas

Data determinada pela Organização Mundial da Saúde é 31 de maio

O tabagismo provoca uma série de doenças de diferentes níveis de gravidade. As consequências têm alto impacto, não só na saúde, mas também nos indicadores socioeconômicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, aproximadamente sete milhões de pessoas morrem devido ao uso do tabaco e cerca de 50% dos fumantes morrerão por alguma doença tabaco-relacionada. O uso de tabaco gera cerca de 1,4 trilhões de dólares em gastos com a saúde e perda de produtividade das pessoas afetadas, cifras que ultrapassam em muito o ingresso através de impostos e taxas. Por isso, é essencial a implantação e expansão de medidas de controle. Com esse objetivo, a OMS promove, em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco. Com um trabalho de destaque na assistência ao tabagismo, o coordenador médico do Serviço de Pneumologia do Hospital São Lucas da PUCRS, José Miguel Chatkin, traz informações sobre o tema, suas consequências e dicas de como abandonar o consumo.

Com o tema Tabaco e as doenças cardíacas, o evento tem o objetivo de demonstrar a conexão entre os dois temas e apresentar ações e medidas que os governos e a população podem tomar para diminuir o risco trazido por essa associação. O uso de tabaco é um importante fator de risco para o desenvolvimento de doença coronariana, acidente vascular cerebral e doença vascular periférica. As doenças cardiovasculares estão entre as maiores causas de morte do mundo e o tabaco contribui com 12% desses óbitos, correspondendo a cerca de 2 milhões de pessoas.

O HSL e a Escola de Medicina da PUCRS participaram de atividades comunitárias de conscientização e prevenção. No domingo, 27 de maio, no Parque Farroupilha, em frente ao Monumento do Expedicionário, foram oferecidos atendimento e esclarecimento de informações para fumantes e seus familiares. A atividade teve a organização da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Rio Grande do Sul e contou com a colaboração dos professores e alunos membros da Ligas de Pneumologia e de Cardiologia.

Panorama Brasileiro

No Brasil, em torno de 14% da população maior de 15 anos é fumante. O índice é ainda maior nos demais integrantes da região, como Chile (40%), Argentina (27%), Uruguai (26,5%) e Paraguai (21%). Percentualmente, os números nacionais estão abaixo da média latino-americana, graças a um intenso trabalho realizado por diversos setores. Entre as medidas adotadas estão o aumento de 113% na carga de impostos sobre produto entre 2006 e 2013; decretos, leis e resoluções visando o controle do tabagismo; campanhas de exposição dos malefícios do uso de cigarro e assemelhados e proibições de marketing do setor, de patrocínios e da existência de “fumódromos”.  Outro ponto essencial é oferecer ampla assistência médica para quem deseja largar o vício. Entre 2005 e 2013, aconteceu um salto de 198 para 1308 unidades de saúde que oferecem atendimento especializado, mas a rede ainda não supre toda a demanda.

O HSL possui trabalho renomado na área. Desde 1999, o Ambulatório de Cessação do Tabagismo da Instituição atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que são encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde, e de convênios ou particulares, com agendamento pelo telefone (51) 3320.3222. Além disso, a equipe do Serviço de Pneumologia realiza e participa de reconhecidas pesquisas sobre o tema, com inúmeras publicações em revistas especializadas nacionais e internacionais.

Dicas para iniciar o processo e abandonar o cigarro

O tabagismo é uma droga que traz dependência física, psicológica e comportamental. O fumante inala, além da nicotina, mais de 7.000 substâncias tóxicas, como monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína, e dezenas de substâncias cancerígenas, como arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, resíduos de agrotóxicos.

Esse vício pode trazer graves consequências, por isso, procurar ajuda no momento de parar pode fazer a diferença para alcançar o objetivo. Medicação associada ao atendimento profissional continuado mais do que duplicam a chance de sucesso da iniciativa.

– Entenda que o tabagismo é um problema de saúde grave que leva à morte em 50% dos usuários;

– Identifique os gatilhos para cada cigarro fumado. Geralmente são sempre os mesmos hábitos dia após dia. Sempre haverá uma preocupação ou um desentendimento que podem ser um gatilho adicional. Fique alerta e tente neutralizá-lo;

– Organize suas atividades diárias para que não seja tentado a fumar nesses horários identificados;

– Escolha uma data para parar de fumar em conjunto com um profissional treinado. O tratamento deverá durar cerca de 3 a 6 meses e a vigilância por tempo indefinido;

– A decisão de usar medicamentos deve ser tomada em conjunto com um médico e pode ajudar muito na maioria dos casos.