Diagnóstico precoce é essencial para o aneurisma de aorta

22/01/2019

Silenciosa, doença pode levar a morte de forma muito veloz

 Aplicadas nos casos de infecção respiratória e do trato urinário, as quinolonas estão entre os antibióticos mais utilizados no mundo. No entanto, segundo pesquisa publicada no British Medical Journal, uma respeitada revista da área médica, seu uso pode estar associado a um aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta abdominal. Essa é uma doença silenciosa e que pode levar a morte de forma muito veloz, por isso, fique atento e saiba mais sobre o tema.

O aneurisma é definido como uma dilatação de pelo menos 50% do diâmetro normal do vaso sanguíneo. Essa dilatação ocorre por causa de um enfraquecimento da parede da artéria, que com a progressão pode causar o seu rompimento. Nesses casos, mesmo procurando uma instituição especializada, a doença pode levar à morte muito rapidamente. Normalmente, ela não apresenta sintomas, dessa forma, é essencial se prevenir e realizar um acompanhamento com o seu médico cardiologista e cirurgião vascular.

“Em alguns casos a pessoa tem sintomas inespecíficos de dor abdominal e na região das costas, pela compressão em estruturas vizinhas. Essas são situações mais graves, em que, normalmente, o aneurisma já tem diâmetros maiores de 5,5cm em homens e de 5,0cm em mulheres. No entanto, a melhor opção é alcançar um diagnóstico antes dos sinais físicos se manifestarem. Para isso, são importantes as revisões ou investigações através da ecografia de abdome ou tomografia, detectando aortas com mais do que 3cm de diâmetro”, ressalta o chefe do Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital São Lucas da PUCRS, Dr. Sílvio Perini.

Precisam ter especial atenção para esse problema homens a partir dos 65 anos e todas as pessoas acima dos 50 anos que tenham história familiar da doença. Os fatores de risco incluem ser do gênero masculino, tabagismo, aterosclerose, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia.

TRATAMENTO

            O tratamento pode ser realizado por dois métodos: o cirúrgico aberto e o endovascular. Segundo guideline publicado pela Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular, todas as evidências sugerem o benefício da aplicação da segunda opção, um procedimento minimamente invasivo que traz resultados similares a curto e longo prazo com segurança e recuperação mais rápida do paciente.

“Na cirurgia, é realizada uma incisão no abdome, algumas vezes associada a região das virilhas, por onde abordamos a aorta, localizada atrás do intestino, inserindo um segmento tubular de material sintético retificando o defeito. Já no procedimento endovascular a correção é feita por dentro do vaso, através de dois pequenos cortes na região das virilhas, ou de forma totalmente percutânea, apenas por punção. Para isso, usamos dispositivos chamados de endopróteses. Eles nos permitem utilizar o procedimento em situações anatômicas em que antes isso não era possível, ampliando sua indicação”, explica o especialista.

OUTROS TIPOS DE ANEURISMA

Apesar do aneurisma da aorta abdominal ser o mais comum, ele pode ocorrer em qualquer artéria. Aorta torácica; artérias ilíacas e femorais; e artérias do intestino, fígado, baço e rins conhecido como aneurismas viscerais, são alguns exemplos. Nos casos dos aneurismas periféricos, em especial os de poplítea, artéria atrás do joelho, existe um maior risco de embolização distal. Isso significa que “pequenos coágulos” se deslocam da região da dilatação e obstruem os segmentos das artérias nos membros inferiores, apresentando risco de amputação do membro acometido.

 

 

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