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Diagnóstico precoce é o tema do Dia de Luta Contra as Hepatites Virais

27/07/2018
Designed by Ibrandify / Freepik

Diagnóstico precoce é o tema do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais

Celebrada no dia 28 de julho, ação busca promover o diálogo e a conscientização sobre o tema

Em todo o mundo, cerca de 300 milhões de pessoas não sabem que são portadoras de hepatites virais. Isso significa que 9 em cada 10 pessoas que vivem com hepatite B ou C não estão recebendo o tratamento necessário e podem seguir transmitindo para outros indivíduos. Por isso, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais de 2018, celebrado em 28 de julho e organizado pela World Hepatitis Alliance, tem como objetivo incentivar o diagnóstico por meio da conscientização sobre o tema, promovendo o diálogo acerca do assunto.

A hepatite é a inflamação do fígado que pode ser causada por diversos fatores como vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras são algumas das características que podem servir de indicativo para a doença. No entanto, por ser silenciosa, não apresenta sintomas na maioria das vezes e, com isso, a identificação pode ocorrer somente em estágios avançados.

As consequências desse reconhecimento tardio podem ser graves. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), acredita-se que 57% dos casos de cirrose hepática e 78% dos casos de câncer hepático estão diretamente relacionados aos vírus de hepatite B e C, que matam mais do que HIV/AIDS, a malária e a tuberculose. A estimativa é de que já ocorreram 1,5 milhão de mortes relacionadas às hepatites virais. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia. Conheça as principais características de cada doença e proteja-se.

HEPATITE A e E

Conhecida como “hepatite infecciosa”, sua transmissão é fecal-oral, pelo contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. O saneamento básico e a boa higiene são ótimas alternativas para evitar o contágio. Entre as medidas recomendadas estão: consumir água tratada, lavar bem as mãos, os alimentos, os pratos, copos e talheres, cozinhar bem os alimentos, não tomar banho em valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto. As recomendações também são válidas para a hepatite E, que é disseminada da mesma forma.

HEPATITE B, C e D

O vírus B e o vírus C estão presentes no sangue e no esperma. Já a hepatite D só surge entre as pessoas que já foram infectadas pelo vírus da hepatite B.  Por isso, é importante sempre utilizar camisinha, não compartilhar agulhas, alicates de unha e lâminas de barbear e exigir materiais descartáveis ao fazer tatuagem ou colocar piercing. Além disso, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente a vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. Para garantir a imunização é necessário tomar as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.

FONTE: Dr. Leonardo Grillo – Gastroenterologista do Hospital São Lucas da PUCRS

 

 

Confira na íntegra a participação do Dr. Leonardo Grillo no Jornal do Almoço/RS em 26/07/2018.

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