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HSL realiza substituição de válvula aórtica apenas com anestesia local

03/08/2018

HSL realiza substituição de válvula aórtica apenas com anestesia local

Serviço de Cardiologia do HSL foi um dos pioneiros do País a realizar o procedimento

A estenose aórtica é uma séria doença que leva, inclusive, a morte. Para combatê-la, é essencial a troca valvar de forma veloz. O Hospital São Lucas da PUCRS (HSL) é um dos pioneiros no País a oferecer uma técnica minimamente invasiva para essa substituição, trazendo uma ótima alternativa para quem não pode fazer uma operação convencional e uma recuperação mais rápida e segura para todos os pacientes.

A estenose aórtica atinge cerca de 5% das pessoas com mais de 75 anos, sendo causada pelo endurecimento e calcificação da válvula aórtica. Anteriormente, o tratamento convencional era a cirurgia cardíaca para mudança do dispositivo por uma prótese, o que implicava em anestesia profunda, intubação e ventilação com a ajuda de aparelho. Além disso, o reestabelecimento era demorado, com internação na UTI por vários dias e semanas até recuperação total. Agora, a troca ocorre através da introdução de um pequeno cateter na virilha, que percorre os vasos sanguíneos até alcançar o coração.

Quando esse método foi lançado, usava as mesmas medidas anestésicas da cirurgia convencional, mantendo a recuperação prolongada. Recentemente, o HSL foi um dos pioneiros no Brasil a tratarem essa questão aplicando apenas anestesia local.  A resolução é imediata e a recuperação muito mais veloz.

“Esse sistema demanda uma série de preparativos e uma capacitação específica de toda a equipe. Ela traz uma assombrosa diferença em relação a cirurgia tradicional. Com ela, os traumas são muito pequenos, o que permite que o paciente possa ir para casa no primeiro ou no segundo dia após o procedimento na maioria das vezes”, explica o coordenador da Linha de Cuidado Cardiovascular do HSL, Paulo Caramori.

Edson de Quadros Soares (Foto: Vera de Quadros Reis)

Para o Edson de Quadros Soares, a cirurgia pode significar a volta às aulas de dança e às peças de teatro. Com Síndrome de Down, o catarinense de Capivari de Baixo andava muito ofegante e cansado graças a doença, o que o impedia de realizar suas atividades artísticas preferidas. Com o procedimento, que ocorreu na manhã da última terça-feira, 31 de julho, ele poderá retornar aos exercícios em breve. “Ontem, ele veio para o quarto e ficou só na cama, por precaução. Hoje, o médico autorizou ele a levantar e ele está ótimo. Nós estávamos bem apreensivos, mas a equipe do Dr. Caramori foi maravilhosa e atenciosa”, destaca a irmã de Edson, Vera de Quadros Reis.

O que é a estenose aórtica?

A estenose aórtica ocorre, frequentemente, com o avanço da idade. Ela provoca o endurecimento da válvula aórtica, que permite a passagem do sangue do coração para todo o corpo através da artéria aorta. Essa válvula possui três folhetos, que funcionam como portas. Com o passar dos anos, eles calcificam e não conseguem mais desempenhar o movimento de abertura e fechamento.

Essa dificuldade de distribuir o sangue gera dor no peito e falta de ar associados ao esforço físico e, em casos mais graves, sentidas até em repouso. Além disso, pode provocar ainda a morte súbita. “A doença tem uma mortalidade maior do que a maior parte dos cânceres. A partir do momento em que os sintomas surgem, a mortalidade é de cerca de 50% em dois anos. É uma doença muito letal. A contrapartida é que o tratamento é muito efetivo”, explica Caramori.