Seis vezes força – Conheça a história de superação de Vivian Turk

01/07/2019

Conheça a história de luta e superação de Vivian Turk, que já lutou contra o câncer de mama seis vezes.

A descoberta de um câncer é um momento difícil para o paciente e seus familiares. Nesse instante, o medo e a preocupação tomam conta, tornando difícil buscar o otimismo e a força para seguir em frente. Essa força tão importante e complicada de encontrar Vivian Turk tem de sobra. Paciente do Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital São Lucas da PUCRS, Antônio Frasson, ela já foi diagnosticada com câncer de mama seis vezes em 25 anos. Com o apoio e o conhecimento da equipe do Hospital, superou a batalha por cinco vezes e segue em busca de mais uma vitória com muita positividade e um sorriso no rosto.

Como foi o processo de descoberta da doença?

Quando eu descobri o câncer de mama na primeira vez, há 25 anos, eu tinha 42 anos e três crianças pequenas para criar. Cada vez que eu ia completar o quinto ano, que é quando dizem que a gente está curada, eu achava um novo caroço. Assim, eu já descobri isso seis vezes. Eu tinha assistido a minha mãe morrer de câncer de mama com 50 anos, então, era extremamente antenada comigo. A gente tem de se cuidar, pois se descobrimos os tumores ainda pequenos os tratamentos são muito eficazes. Sempre foi assim comigo. Em janeiro de 2017, encontrei um novo nódulo e voltei para o Hospital, agora, para participar dessa pesquisa com um novo medicamento realizado pelo Dr. Carlos Barrios no Centro de Pesquisa Clínica.

Como iniciou o seu contato com o HSL e a PUCRS?

Através, desse lance das conexões entre as pessoas. A minha cunhada era professora aqui e voluntária da mama no HSL. Quando eu tive pela segunda vez, entrei em contato com o Dr. Frasson. Foi a primeira vez que ele me operou e eu comecei o meu tratamento também aqui na Radioterapia. O bacana disso tudo é que eu me tratei diversas vezes aqui dentro, com o Dr. Barrios, o Dr. Frasson e o Dr. Aroldo (Braga Filho). Mas, além disso, no meio desse caminho, eu resolvi começar a estudar. Me formei em direito aqui dentro, enquanto fazia quimioterapia. Era cômico: eu vinha aqui, marcava a minha hora, ia para a aula e voltava para o hospital. Eu amava essa passagem da Faculdade para dentro do Hospital. Eu gostava de estar no meio da gurizada e, muitas vezes, eles até vinham para o hospital comigo.

Por que você decidiu embarcar no desafio de uma faculdade durante um período tão complicado?

Eu acho que as pessoas têm que estudar a vida inteira e, ainda mais, quando estão enfrentando uma doença. Eu tenho uma teoria que é a gente que se cuida. Não podemos nos esconder. Nós temos que correr atrás. Tem gente que descobre e não faz nada. Elas morrem de medo, pois os tratamentos são bem agressivos mesmo. Eu fiquei duas vezes sem cabelo, mas não dá para se entregar.

Como receber seis vezes uma notícia tão difícil? Como lidar com essa situação tantas vezes?

Quando tu repetes uma coisa seis vezes, se acostuma com ela e não se apavora mais. No início, eu não conseguia nem dormir de tão apavorada. Agora, não. Uma coisa que eu já aprendi é não olhar o Google. Eu não consulto ele nunca. Atualmente, temos muitas opções de tratamento. Hoje em dia, tu faz a cirurgia de manhã e sai de tarde do hospital. Faz repouso um dia e depois já passa a viver novamente. Não pode ter medo.

Quais histórias marcaram o seu tratamento na Instituição?

Foram muitas aventuras e muita história aqui dentro. Na radioterapia, às vezes, tu tens que vir todos os dias durante três meses no hospital. Para quem mora no interior, isso é um caos. O Dr. Frasson estudou na Itália e aprendeu uma técnica com o mentor dele. Nela, você realiza uma abertura no local no tumor e uma máquina irradia direto nele. Só que o equipamento é muito caro e eles resolveram criar algo similar, que pudesse ter o mesmo resultado, mas sem o aparelho. Naquele dia que eu e mais três pacientes foram operadas. Foi uma experiência muito bacana e todos estavam entusiasmados.

Qual mensagem você deixa para quem também está lutando essa batalha?

Mesmo que nós tenhamos médicos maravilhosos hoje em dia, e nós temos, a gente também tem que se olhar, se tocar, se cuidar. A gente se cuida muito pouco. E, se encontrar alguma coisa, vamos trabalhar e resolver o assunto. Não podemos nos entregar nunca. Eu nunca desisti de nada. Nunca deixei de trabalhar e de fazer nada. Imagina, eu estava aqui no Hospital e também dentro da faculdade, fazendo tudo junto. Todo mundo aqui foi meu parceiro. Por isso, eu adoro a PUCRS.

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