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Tag: Revista PUCRS Saúde

15/07/2019

Doença diverticular dos cólons (DCC) atinge mais de 50% dos pacientes acima de 65 anos no ocidente Com o aumento da expectativa de vida, cresce também o número de idosos e a prevalência das doenças que se desenvolvem com mais frequência com o passar da idade. Entre elas está a doença diverticular dos cólons (DCC), um transtorno que atinge mais de 50% dos pacientes acima de 65 anos no ocidente. Ela é responsável por um grande impacto no sistema de saúde, trazendo alto custo e diversas complicações. Os divertículos são hérnias, similares a pequenas bolsas, que se formam na parede do intestino grosso. Estudos recentes mostram que dietas pobres em fibras estão entre as causas desse surgimento, além de alterações da parede intestinal, motilidade colônica e fatores genéticos. “A dieta pobre em fibras e os alimentos refinados afetam o hábito intestinal e a pressão intracólica, além de estimular a atividade muscular do intestino, promovendo então uma hipertrofia das camadas musculares do órgão. Isso pode desencadear um processo inflamatório progressivo, até o estabelecimento da doença diverticular”, explica a gastroenterologista do Hospital São Lucas da PUCRS Marta Brenner Machado. A presença de divertículos sem o surgimento de inflamações e sintomas é conhecida como diverticulose colônica (DC). A doença diverticular é a progressão da diverticulose, acrescentada de sintomas. E

01/07/2019

Conheça a história de luta e superação de Vivian Turk, que já lutou contra o câncer de mama seis vezes. A descoberta de um câncer é um momento difícil para o paciente e seus familiares. Nesse instante, o medo e a preocupação tomam conta, tornando difícil buscar o otimismo e a força para seguir em frente. Essa força tão importante e complicada de encontrar Vivian Turk tem de sobra. Paciente do Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital São Lucas da PUCRS, Antônio Frasson, ela já foi diagnosticada com câncer de mama seis vezes em 25 anos. Com o apoio e o conhecimento da equipe do Hospital, superou a batalha por cinco vezes e segue em busca de mais uma vitória com muita positividade e um sorriso no rosto. Como foi o processo de descoberta da doença? Quando eu descobri o câncer de mama na primeira vez, há 25 anos, eu tinha 42 anos e três crianças pequenas para criar. Cada vez que eu ia completar o quinto ano, que é quando dizem que a gente está curada, eu achava um novo caroço. Assim, eu já descobri isso seis vezes. Eu tinha assistido a minha mãe morrer de câncer de mama com 50 anos, então, era extremamente antenada comigo. A gente tem de se cuidar, pois se descobrimos os tumores ainda pequenos os tratamentos são muito eficazes. Sempre foi assim comigo. Em janeiro de 2017, encontrei um novo nódulo e voltei para o Hospital, agora, para participar

26/06/2019
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Técnica surge como uma importante alternativa para combater a doença Você provavelmente ouviu falar sobre imunoterapia em 2018. Dois profissionais receberam o Prêmio Nobel de Medicina do ano passado por pesquisas na área, tornando essa estratégia para combater o câncer mais popular e reconhecida pelo grande público. Os resultados apresentados até o momento demonstram que estamos diante de uma mudança de paradigma e de uma esperança real de oferecer tratamentos mais efetivos para um grupo específico de pacientes. Mas, afinal, qual a diferença entre esses novos remédios e os tradicionais? Apesar dos avanços recentes, os estudos relacionados à utilização do sistema imune para combater células tumorais não são novos. No final do século 19, o médico norte-americano William Coley já realizava pesquisas, mesmo sem compreender os mecanismos exatos da relação desse sistema com o câncer, com a inoculação de partes de bactérias em tumores, buscando desencadear uma resposta contra a doença. No entanto, nas últimas décadas, a compreensão da biologia tumoral e do papel do sistema imunológico nesse combate, permitiu o desenvolvimento de novas drogas. O organismo contra-ataca Os tumores são células em multiplicação constante e utilizam diferentes vias para perpetuar sua sobrevivência. Uma das formas de manutenção do crescimento celular é a inibição do sistema imunológ

19/06/2019
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A utilização dos suplementos deve ser criteriosa, indicada por nutricionista ou médico Na busca de um corpo saudável, muitas pessoas procuram alternativas rápidas para alcançar seu objetivo. Um dos recursos utilizados são os suplementos alimentares, substâncias químicas produzidas especialmente para complementar a alimentação. Mesmo sendo boas opções para diferentes situações, é importante contar com o acompanhamento de profissionais da saúde para a utilização dos suplementos. “Muitas pessoas optam por compostos naturais por acreditarem não estar usando medicação. Porém, um estudo publicado pelo periódico JAMA (Journal of the American Medical Association) mostrou que muitos compostos vendidos como naturais são adulterados e contêm medicações não declaradas”, afirma a endocrinologista do Hospital São Lucas da PUCRS Luciana Péres. Com o acompanhamento de médicos e nutricionistas, é avaliada a situação de cada paciente e a necessidade, ou não, do uso de suplementação. Esse é o caso de Vanessa Rodrigues, de 48 anos. Paciente bariátrica desde 2002, ela utiliza de complementação para adquirir massa muscular. “Como fiz a cirurgia bariátrica, meu organismo não absorve os componentes necessários com a mesma eficácia de uma pessoa não operada”, conta. Há três anos Vanessa adotou a atividade física com o objetivo de melhorar a composição corporal: reduzir o percentual de

10/10/2018

Conheça a história de Vera Regina Barth Miguelez e saiba como funciona o atendimento do Centro de Obesidade Mórbida e Síndrome Metabólica do HSL

Alegria, descontração e bom humor. Esses são alguns dos sentimentos transmitidos por Vera Regina Barth Miguelez para quem a cerca. Com 64 anos, casada há 38 anos e mãe de 3 filhos, ela usa a animação e a força de vontade, aliados à disciplina e ao comprometimento, para vencer todos os obstáculos surgidos em seu caminho, marcado por mais e 20 cirurgias, entre mastectomias, retirada do útero e colocação de prótese no joelho. O Centro de Obesidade Mórbida e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS também faz parte dessa trajetória. Em 2005, com 94 kg, ela realizou a cirurgia da obesidade com o grupo. Treze anos depois, ela não só alcançou a meta de perda de peso estabelecida, como segue 6% abaixo dela e com qualidade de vida comprovada pelo belo sorriso no rosto. Conheça a sua história nessa entrevista concedida para a Revista PUCRS Saúde. O que a trouxe ao COM? Vera – Eu não era uma obesa mórbida, mas uma obesa com comorbidades. Eu perdi um rim e estava chegando em níveis de diabetes e pressão alta. Essas condições são duas das maiores causas que fazem com que a gente per

03/10/2018

Cuidados paliativos trazem mais qualidade de vida à quem é afetado por doenças graves

Buscar a cura para as mais diversas doenças e salvar vidas é e sempre foi o grande objetivo da medicina. No entanto, o que fazer nos casos em que a recuperação total não é mais uma opção? Mesmo em situações terminais ou crônicas os pacientes necessitam de apoio para amenizar e transformar o momento de sofrimento. Os cuidados paliativos surgem para cumprir esse importante papel. Eles são utilizados para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, oferecendo um olhar mais amplo, levando em conta aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais. Ciente da importância desse trabalho, o Hospital São Lucas da PUCRS conta com uma equipe para o atendimento com essa modalidade de cuidado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 40 milhões de pessoas precisam de cuidados paliativos por ano em todo o mundo e somente 14% tem acesso. Segundo a OMS, eles ajudam a prevenir e aliviar o sofrimento ao identificar e corrigir sinais de dores e outros problemas biopsicosociais de maneira precoce. Antigamente, essas ações eram aplicadas somente quando o tratamento curativo já tinha sido esgotado. No entanto, hoje já se sabe que a abordagem pode e deve ser feita também em diversos casos de patologias progressivas co