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Vamos falar sobre Endometriose?

08/03/2018
endometriose

Vamos falar sobre Endometriose?

Capaz de interferir em tarefas básicas do dia-a-dia das mulheres, a endometriose pode causar infertilidade em 50% das portadoras da doença

Silenciosa e por vezes doloridas, a endometriose é uma doença apresentada em cerca de 85 milhões de mulheres no mundo, a maioria na idade reprodutiva. Segundo a ginecologista do Hospital São Lucas da PUCRS, Rafaella Petracco, a doença é crônica. “A abordagem cirúrgica ou medicamentosa não determina a sua cura e os sintomas, sejam de dor ou infertilidade, podem permanecer ou retroceder com o tempo”, explica.

A endometriose acontece quando o tecido que recobre a parte interna do útero (o endométrio) se desloca de dentro do útero para a cavidade abdominal, implantando em outros órgãos. O endométrio se prepara mensalmente para receber um possível embrião, não ocorrendo a nidação, o endométrio descama e acontece a menstruação. Em algumas mulheres junto com a menstruação, parte desde endométrio reflui pelas trompas atingindo outros órgãos, principalmente a região pélvica, como ovários, trompas, intestino e bexiga.

 

Sintomas

Algum dos principais sintomas da endometriose é a dor pélvica, cólica menstrual, dor durante a atividade sexual e infertilidade. “A relação da endometriose com infertilidade não é bem clara, mas sabe-se que as lesões de endometriose podem interferir no microambiente de fertilização e também alterar a anatomia dos órgãos pélvicos”, explica Rafaella.

Tratamento

Por ser uma doença crônica, dificilmente a paciente terá cura após um caso endometriose. O tratamento pode ser de forma cirúrgica, com a eliminação dos focos da enfermidade, ou através de medicação hormonal. Segundo a ginecologista, é necessário que o paciente seja avaliado de acordo com sua sintomatologia e objetivos. “Por exemplo, se a principal queixa é o desejo de gestar e a sintomatologia a infertilidade ou caso a paciente somente almeje o alivio da dor, formas de tratamento diferentes podem ser sugeridas” e destaca “É muito importante ressaltar que o tratamento deve ser individualizado”.

Mais eficazes no controle da dor, os tratamentos hormonais não se tornam a melhor opção para as mulheres que desejar engravidar. Mulheres com idade acima dos 35 anos, que possuem os sintomas da endometriose, devem ter o cuidado redobrado. Adiar os tratamentos por laparoscopia ou fertilização in vitro podem diminuir as chances de gestação.

Independente do tratamento proposto, a paciente com endometriose deve ser orientada a manter hábitos de vida saudáveis, praticar exercício físico e alimentação balanceada.

Influência na rotina

Devido às fortes dores causadas pela endometriose, muitas mulheres acabam sofrendo com a queda de rendimentos na vida profissional. “Sabe-se que a endometriose afeta diretamente a rotina de trabalho dessas pacientes que se encontram no auge dos anos mais produtivos de suas vidas, seja a âmbito pessoal ou profissional” explica a Rafaella Petracco. Estudos na área apontam que as pacientes perdem, em média, 1 dia de trabalho semanal em virtude da doença.

Para a ginecologista, estes transtornos tornam clara a importância da endometriose na vida de mulheres com a enfermidade, além do prejuízo que traz para a produtividade profissional. “É evidente a necessidade de valorizar a queixa da paciente, buscar diagnósticos e tratamento precocemente”, esclarece.

Publicado em Dicas de Saúde