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Variações climáticas estimulam crises de asma

21/06/2018

Variações climáticas estimulam crises de asma

Com uma estimativa de 235 milhões de portadores em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a asma é a doença crônica mais comum entre as crianças. A falta de identificação rápida e de uma assistência adequada é comum e pode gerar consequências sérias para essas pessoas, que ficam sujeitas a restrições em suas atividades diárias. No dia 21 de junho, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Asma, uma data dedicada para esclarecer dúvidas e disseminar informações sobre o tema.
Bastante comum no inverno, a asma é uma doença inflamatória das vias aéreas com origem multifatorial, sendo a predisposição genética a principal delas. Costuma manifestar-se em crises, que podem ser desencadeadas por fatores como mudanças bruscas de temperatura, infecções respiratórias (gripes, resfriados e sinusites) e exposição a substâncias que provocam alergia respiratória, a exemplo de ácaro, pó, poeira, mofo, fumaça, cigarro, perfumes e cheiros fortes. Os principais sintomas são chiado no peito, falta de ar, tosse e sensação de aperto no peito.

Frequentes no Rio Grande do Sul, as variações climáticas são provocadoras desse processo, exigindo cuidado redobrado. “O fato de em uma semana a temperatura ser muito baixa e na seguinte chegar a quase 30ºC é muito ruim para o alérgico respiratório. É o que desencadeia mais crises. Mesmo que a prevalência, do ponto de vista genético, não mude entre as regiões do Brasil, o tipo de clima que temos no Estado favorece a ocorrência de mais crises”, explica a pneumologista do Hospital São Lucas da PUCRS (HSL) Daniela Blanco.
A asma aparece em todas as idades e, em alguns casos, pode entrar em remissão durante muitos anos. No entanto, é preciso estar atento, pois, mesmo com muito tempo sem ter crises, existe a chance de retorno da doença. “Os fatores que a fazem voltar a se manifestar não são completamente conhecidos; os mais comumente citados são mudanças na temperatura do ambiente, infecções respiratórias, estresse emocional e físico, fatores hormonais, obesidade, exposição ao tabagismo e agentes que causem alergia respiratória, entre outros”, aponta a médica.
O tratamento medicamentoso da asma envolve tanto a resolução das crises no momento em que elas ocorrem, quanto a sua prevenção. Atualmente, a opção preferencial é administrada por via inalatória, através de nebulização, bombinhas ou inaladores de pó seco, e pode ser classificada em dois grupos:
1. Medicação broncodilatadora: que serve para abrir o brônquio e facilitar a respiração
2. Medicação anti-inflamatória: em especial o corticoide inalado, que é uma opção segura e eficiente para prevenir e controlar as crises
“É muito melhor aplicar o tratamento preventivo, com broncodilatadores e/ou corticoides inalados utilizados em doses seguras e as mais baixas possíveis, do que ter uma crise e precisar receber um corticoide injetável ou via oral. Nas crises, podem ser necessárias doses altas de medicamentos em um período curto de tempo. Com o tratamento preventivo da asma evitamos as crises, as idas à emergência e perda de dias de escola, faculdade ou trabalho”, destaca a pneumologista.